Filho de Ernani Araújo. Era esportista, flamenguista fervoroso, sempre presente nas comemorações do seu clube, sempre bem humorado carregou consigo o peso da tradição do sobrenome Araújo. ACARI/RN.
Francisco das Chagas Silva, que todo mundo conhecia por Chico de Manoel Vermelho, veio ao mundo em 1958, e foi criado no sítio Saco dos Pereira, vizinho à Fazenda Pinturas, lá em Acari, no Sertão do Seridó. Era filho de Manoel Pereira da Silva, o Manoel Vermelho, nascido em 1931 e falecido em 2017, e de Josefa Etelvina da Silva, que viveu de 1929 a 1988 e que todos chamavam com carinho de Tia Zefinha. Pelo ramo paterno, descendia de Agostinho Cassiano Pereira de Araújo (1896–1984) e de Ana Maria de Santana. Pela veia materna, era ligado à antiga família do Sargento-Mor Manuel Esteves de Andrade, personagem lendário da tradição seridoense, a quem se atribui o célebre episódio em que enfrentou uma investida dos chamados “caboclos brabos”, nas proximidades da Pindágua, fato que, segundo a memória popular, teria motivado a construção da capela de Nossa Senhora Daguia que é a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Acari. E quando se contempla a antiga Igreja não se avista a...
Manoel Pinheiro de Andrade Netto , distinto genealogista, é natural de Currais Novos, no Seridó potiguar. É filho do serventuário da justiça Antônio Pinheiro , que exerceu o ofício de tabelião entre as décadas de 1960 e 1970, e de Marlene Galvão . Esta, por sua vez, descende de Tomaz Cândido e Idila Galvão . Em sua ancestralidade, Netto Pinheiro carrega o sangue do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão , patriarca da Fazenda Carnaubinha, em Acari/RN. A genealogia materna revela uma complexa e tradicional teia de consanguinidade, característica das famílias seridoenses. Seus bisavós maternos (avós paternos de sua mãe) foram Francisco Cândido de Oliveira Mendes , conhecido como Chico Cândido, e Porfíria Isabel Bezerra de Araújo . O casal era constituído por primos legítimos, descendentes de troncos comuns. Francisco Cândido era filho de Cândido de Oliveira Mendes e Laurinda Bezerra de Vasconcelos; já Porfíria Isabel era filha de Luiz de Medeir...
Há vidas que não se medem pelo acúmulo de bens, cargos ou títulos, mas pela capacidade rara de se oferecerem inteiras ao outro, de se doarem sem cálculo, como quem entende que viver é, antes de tudo, servir. São existências voltadas para fora, moldadas pelo gesto cotidiano da entrega, nas quais o amor não se anuncia em discursos, mas se confirma na constância silenciosa do fazer. Esta reflexão nasce desse tipo de vida e procura alcançar a essência da trajetória de um homem cuja grandeza se assentava na simplicidade, cuja força residia na dedicação incondicional a uma arte e a uma comunidade. Para compreender o sentido profundo de sua caminhada, é preciso, antes, escutar a poesia que parece ter acompanhado seus passos, como um fio invisível a costurar escolhas e renúncias: “De que feito afinal é este seu coração e que espécies de amor você deseja dar? Se me demais, me apaixo até o chão. Ainda fico a dever sem lhe contentar. E o que mais quer você, se tudo, ...
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