ADONIAS PIRES DE MEDEIROS (1923-2005)
Com uma prosa que entrelaça a história do sertão nordestino às terras desbravadas de Minas Gerais e Goiás, a trajetória de Adonias revela um homem cujo maior legado foi a alegria e a honestidade.
Nascido em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, Adonias trazia em sua ascendência a marca de figuras proeminentes da história potiguar. Era neto de Manoel Sérgio Dantas (1877-1960) e bisneto de Maria Benta de Albuquerque (1848-1926), que se deslocou de Acari para a Fazenda Marcação.
Sua linhagem remonta a Tomás de Araújo Pereira (1765-1847), o terceiro Presidente da Província do Rio Grande, de quem era pentaneto, e a Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1797-1857), o primeiro a chegar no Seridó, seu tetraneto.
A semelhança física com seu tio-avô, o Vigário Tomaz Pereira de Araújo (1809-1893), deputado provincial por quatro legislaturas no século XIX, era notável e um testemunho vivo de suas raízes.
O destino o conduziu a terras mineiras, onde seu caminho se cruzou com o de Maria Costa Medeiros, conterrânea de Currais Novos, que, em uma jornada emblemática, chegara por via terrestre nos transportes da época, enquanto ele viajava de navio pelo Rio de Janeiro.
Dessa união, floresceu uma grande família, com dez filhos: Nilson, Maria de Lourdes, José Divino, Carlos Humberto, Marcivan, Elcio, Lucimar, Lunalva, Eliene e Elvio. Juntos, desbravaram as terras de Goiás e Minas Gerais, construindo uma nova história longe do sertão natal.
Adonias Pires de Medeiros era reconhecido por seu espírito vibrante. Exímio contador de "causos", rimas e trovas, cativava a todos com suas narrativas, prendendo a atenção de quem o ouvia. Mais do que as histórias, ele transferiu aos seus descendentes os valores da alegria e da retidão, que se tornaram sua herança mais preciosa.
Sua jornada terrena encerrou-se em 13 de março de 2005, na cidade de Tupaciguara, em Minas Gerais, quando partiu para a morada celeste, deixando um rastro de saudade e um exemplo de vida pautado pela honra e pelo contentamento.

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