MAESTRO NETINHO
José Francisco da Silva Neto, atual e renomado maestro da Filarmônica Felinto Lúcio Dantas, carrega um legado musical de grande importância.
Sua trajetória é profundamente influenciada por seu pai, o saudoso Francisco das Chagas Silva, conhecido como Maestro Pinta, que nasceu em Acari em 1940 e faleceu em 1995.
A formação musical do Maestro Pinta começou na Banda de Música de Acari, sob a instrução do maestro Marcolino. Durante seu serviço militar no 1º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), em Caicó, ele se destacou como corneteiro e, posteriormente, integrou a banda do batalhão como trompetista.
Sua paixão pela música resultou em composições notáveis para orquestra, incluindo frevos como "Bigorna em Festa" e "A Fogosa no Frevo".
Na década de 1960, sua habilidade o levou a integrar a orquestra do Circo Thiany, participando de turnês por diversas capitais brasileiras. Foi nessa mesma década que ele assumiu a regência de sua primeira banda de música, na cidade de Acari.
Na década de 1970, atuou como contramestre da banda do Exército em Picos, Piauí, e fundou a Filarmônica José Braz de Albuquerque Galvão. Sua influência musical também se estendeu à criação das bandas de música de Carnaúba dos Dantas e São José do Seridó.
As composições do Maestro Pinta são um testemunho de seu talento, abrangendo frevos vibrantes e obras dedicadas a pessoas de seu convívio.
Dentre as mais conhecidas estão: "Bigorna em Festa", "A Fogosa no Frevo", "Hilário no Frevo", "Segura o Copo Chico", "Epitácio no Frevo" e "Cinzas dos Carnavais".
Ele também dedicou obras a figuras como Maria Mariza Procópio Rodrigues, Ana Cantídia, Maria Desidéria, Núbia Santos, Esperança Sanches, Maria de Lourdes, Isaura Brito e o Cônego Deoclídes de Brito Diniz.
O legado do Maestro Pinta perdura através de seu filho, José Francisco da Silva Neto, que, desde o final da década de 1980, comanda a Filarmônica 'Netinho' nos dias de hoje.
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