ANTÔNIO MEDEIROS, DE VAQUEIRO A FAZENDEIRO
Antônio de Medeiros Costa (1918-2006) nasceu em São Tomé e foi um dos dez filhos de Silvino da Costa Medeiros e Auta Aurora de Araújo (1888/1948).
Em uma manhã de domingo, o escritor Joselito Jesus teve a oportunidade de conversar com Hermes Medeiros Costa, irmão de Antônio, na presença do caçula dos filhos de Antônio, Toinho, e de Dudu, esposa de Hermes. Durante o encontro, as lembranças de Antônio Medeiros foram resgatadas com carinho, revelando a força e o caráter de um homem notável.
A trajetória de Antônio começou cedo. Ele estudou apenas até a segunda série do primário, no Grupo Escolar Tomaz de Araújo, mas logo abandonou os estudos para ajudar os pais no trabalho rural.
Ele viveu de 1925 a 1935 no Sítio Saco do Olho d'Água, em terras cedidas por seu "tio" Hermógenes Pereira de Araújo. Hermógenes, generosamente, permitiu que a família de Antônio trabalhasse na propriedade sem cobrar nada.
Em 1935, Antônio e sua família se mudaram para o Sítio Cardeiro, propriedade de Silvino Balá. Apenas seu irmão mais velho, Félix, não acompanhou a família, pois estava servindo às Forças Armadas no Sudeste do país.
Em 1936, Antônio assumiu a função de cevador de algodão no descaroçador do Cardeiro, substituindo Sebastião Bezerra de Araújo.
Em 1937, a família se mudou novamente, desta vez para a Fazenda Pinturas, onde Antônio se estabeleceu como vaqueiro.
A confiança de Silvino Balá foi crucial para Antônio. O velho Balá reconheceu o caráter especial do jovem e permitiu que ele criasse seus próprios animais junto ao seu rebanho.
Essa oportunidade foi o ponto de virada na vida de Antônio, permitindo-lhe organizar suas finanças e, em pouco tempo, adquirir suas próprias terras, iniciando uma história de prosperidade e dedicação.
Antônio de Medeiros Costa (1918-2006) nasceu em São Tomé e foi um dos dez filhos de Silvino da Costa Medeiros e Auta Aurora de Araújo (1888/1948).
Em uma manhã de domingo, o escritor Joselito Jesus teve a oportunidade de conversar com Hermes Medeiros Costa, irmão de Antônio, na presença do caçula dos filhos de Antônio, Toinho, e de Dudu, esposa de Hermes. Durante o encontro, as lembranças de Antônio Medeiros foram resgatadas com carinho, revelando a força e o caráter de um homem notável.
A trajetória de Antônio começou cedo. Ele estudou apenas até a segunda série do primário, no Grupo Escolar Tomaz de Araújo, mas logo abandonou os estudos para ajudar os pais no trabalho rural.
Ele viveu de 1925 a 1935 no Sítio Saco do Olho d'Água, em terras cedidas por seu "tio" Hermógenes Pereira de Araújo. Hermógenes, generosamente, permitiu que a família de Antônio trabalhasse na propriedade sem cobrar nada.
Em 1935, Antônio e sua família se mudaram para o Sítio Cardeiro, propriedade de Silvino Balá. Apenas seu irmão mais velho, Félix, não acompanhou a família, pois estava servindo às Forças Armadas no Sudeste do país.
Em 1936, Antônio assumiu a função de cevador de algodão no descaroçador do Cardeiro, substituindo Sebastião Bezerra de Araújo.
Em 1937, a família se mudou novamente, desta vez para a Fazenda Pinturas, onde Antônio se estabeleceu como vaqueiro.
A confiança de Silvino Balá foi crucial para Antônio. O velho Balá reconheceu o caráter especial do jovem e permitiu que ele criasse seus próprios animais junto ao seu rebanho.
Essa oportunidade foi o ponto de virada na vida de Antônio, permitindo-lhe organizar suas finanças e, em pouco tempo, adquirir suas próprias terras, iniciando uma história de prosperidade e dedicação.
A história de Antônio Medeiros começa em 1944, quando ele adquiriu sua primeira propriedade, o sítio "O Rubertão", em São Vicente, por 12 contos de réis (Cr$ 12.000,00).
As terras, compradas de Chicó Dondô, não tinham benfeitorias, o que impediu que ele se mudasse para lá, ou enviasse seus pais, como era sua intenção. No mesmo ano, por intermédio de Chico de Ricardo, ele comprou o Sítio Carretão por 10 contos de réis. Com a compra de um terreno de João Cândido que separava as duas propriedades, elas se tornaram uma só, e, em 12 de janeiro de 1945, ele finalmente pôde enviar seus pais e irmãos para as terras recém-adquiridas.
Durante os anos de 1937 a 1945, Antônio trabalhou com o primeiro Balá, conquistando sua confiança e recebendo apoio para criar seus próprios animais. A honestidade e a gratidão foram a base de sua prosperidade, e ele se manteve grato ao ex-patrão e amigo até o fim de sua vida.
A aquisição das terras o deixou com poucos recursos, mas ele contou com o apoio dos irmãos Hermes e Cândida, que lhe emprestaram dinheiro da venda de seu gado. Com o capital, ele ampliou suas propriedades comprando mais um cercado de Manoel João Evangelista em 1945.
Em 25 de fevereiro de 1948, Antônio Medeiros casou-se com Josefa Cunha de Medeiros. O casal residiu na Casa das Pinturas até 1949, e depois se mudou para o Sítio Pai Mané. Em 1951, durante o período de seca, foram para Vaca Brava, mas retornaram ao Pai Mané, onde viveram até 1954, ainda como moradores de Silvino Balá. No entanto, Antônio já sabia que era a hora de cuidar de seus próprios bens.
Em 1948, ele iniciou a compra das terras dos tios de sua esposa, D. Zefinha. Para isso, vendeu o Carretão e adquiriu a primeira propriedade em solo acariense. Depois, comprou novamente o Carretão, mas desta vez a prazo, para vendê-lo à vista com um grande lucro, o que lhe permitiu criar um capital de giro.
A partir daí, a "saga" do vaqueiro Antônio Medeiros começou. Ele comprou todas as terras dos tios da esposa e outras propriedades em diferentes regiões, realizando um ciclo de aquisições e vendas que só terminou quando ele dividiu suas terras entre seus sete filhos, como herança.
Antônio Medeiros sentia um imenso orgulho por ter conquistado tudo por mérito próprio, sem herdar nada. Ele contou, com gratidão, sobre os favores que recebeu de Silvino Balá e de outros fazendeiros. O autor do texto relata um episódio curioso sobre uma herança que ele tinha direito, mas que decidiu doar para não ter conflitos com outro herdeiro, comprando-a novamente.
O texto também traz um depoimento de Seu Hermes, que, com nostalgia, conta que "cabra inteligente e disposto a trabalhar ganhava a vida tranquilamente". Ele ressalta a importância de Dona Zefinha em todas as conquistas do marido, afirmando que ela foi fundamental para o sucesso dele.
O autor conclui o texto afirmando que o que ele escreveu representa apenas uma pequena fração da vida de Antônio Medeiros Costa. Sua bravura, lhaneza e caráter íntegro são um exemplo para todos, e o autor compartilha com o leitor a esperança de que essas histórias sejam preservadas para as futuras gerações.
Texto baseado na obra de Joselito Jesus de Araújo, nas informações de Antônio Medeiros Filho.

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