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MARIA DE LOURDES SILVA

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  A compreensão da identidade do Seridó potiguar exige um olhar analítico capaz de transitar entre a longa duração das heranças coloniais e a densidade dos relatos individuais.  Nesse horizonte, Timbaúba dos Batistas emerge como um microcosmo privilegiado para o estudo etnográfico. Ao eleger Maria de Lourdes Silva como informante primária, acessa-se uma verdadeira “memória viva”, cuja narração funciona como fio condutor de um contexto cultural complexa.  Seu testemunho ultrapassa a esfera da crônica familiar e estabelece uma ponte simbólica entre o domínio neerlandês do século XVII e a ascensão social e intelectual do sertanejo no século XX. A micro-história feita de cotidiano, artesania e conquistas pessoais humaniza e valida as macroestruturas históricas que moldaram o Rio Grande do Norte. A própria etimologia do município reforça essa fundação telúrica. “Timbaúba” deriva do termo indígena  Timbó-iba , a “árvore de espuma”, cujos frutos forneciam uma saponácea natu...

VIDALVO SILVINO DA COSTA

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  Nascido na então Vila de São José do Seridó, em 19 de setembro de 1950, Dadá Costa formou-se engenheiro civil em Natal, exerceu a função de servidor federal da Fundação SESP e ingressou na vida pública, chegando a ser prefeito de Caicó pela ARENA Vermelha, antiga UDN.  Casou-se com a cearense Cláudia, conhecida como Cláudia de Dadá, com quem teve três filhos: Vidalvo, Cíntia e Tiago, também grafado Thiago. Sua atuação política, entrementes, não eclipsou o vínculo profundo com a terra seridoense, vínculo que viria a orientar uma guinada decisiva em sua vida. A infância de  Vidalvo Silvino da Costa , conhecido por Dadá, foi profundamente marcada pela vida rural. Criado no sítio Várzea Comprida, ao pé da Serra de Samanaú, viveu desde cedo a aspereza e a grandeza do sertão. Ainda menino, aos 7 anos, fugia de casa para tomar banho no Rio Seridó e no Rio Barra Mansa, experiências que quase lhe custaram a vida por três vezes, quando esteve à beira do afogamento.  A rotina...

VIVALDO SILVINO DA COSTA

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  nascido aos primeiro de novembro de 1939 na Fazenda Várzea Comprida, em Algodão, Caicó, consolidou-se como uma das figuras mais carismáticas e resilientes da vida pública potiguar.  Após iniciar seus estudos em São José do Seridó e Caicó, concluiu o ensino secundário no Ateneu Norte-Rio-Grandense, graduando-se posteriormente em Medicina, com especialização em Pediatria, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.  Sua vocação para a liderança manifestou-se precocemente no movimento estudantil, onde presidiu seu órgão de classe, transpondo esse espírito de serviço para a prática médica, que exerceu como um verdadeiro sacerdócio na condição de diretor-presidente do Hospital do Seridó.  Reconhecido por sua dedicação à comunidade, foi convocado pelo senador Dinarte de Medeiros Mariz para integrar seu projeto político, tornando-se o herdeiro doutrinário de suas bandeiras e o principal coordenador político da região do Seridó.  Eleito por quatro legislaturas c...

ANTÔNIO DE MEDEIROS FILHO

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  nasceu no município de Acari e é o filho caçula do sertanista e memorialista Antônio Medeiros Costa (1918–2006) e de Josefa Cunha de Medeiros. É neto de Silvino da Costa Medeiros e de Auta Aurora de Araújo, bem como bisneto, por um ramo, de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa Faria de Medeiros e, por outro, de Antônio Honorato de Araújo e de Cândida das Mercês de Araújo. Seu tio Hermes Medeiros da Costa, a exemplo do pai, também se destacou como memorialista e foi esposo de Josefa Aura de Medeiros, natural do sítio Vaca Brava, em Acari. Conforme registra, no ano de 1935 a família passou a residir no sítio Cardeiro, propriedade de Silvino Balá. Segundo o escritor Joselito Jesus de Araújo, apenas Félix, o irmão mais velho, não participou dessa mudança, por encontrar-se à época no Sudeste do país, a serviço das Forças Armadas. No ano seguinte, em 1936, o pai de Antônio de Medeiros Filho passou a trabalhar como cevador de algodão no descaroçador do Cardeiro, substituindo Se...

ANTÔNIO CARLOS FERNANDES DE MEDEIROS

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   conhecido como “Tom”, é filho do Dr. Pedro Pires Gonçalves de Medeiros e de Maria Isabel Fernandes. Pelo ramo paterno, é neto de Mário Gonçalves de Medeiros e de Porfíria Pires de Medeiros; pelo ramo materno, é neto de Manoel José Fernandes (1910–1993) e de Maria do Carmo Galvão (1914-1985). É bisneto do Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1849–1934) e de Natália Augusta de Araújo (1869–1930). É sobrinho do poeta, jornalista e deputado Dr. José Gonçalves Pires de Medeiros (1919-1951), figura reconhecida como um dos grandes intelectuais brasileiros de seu tempo, integrante da agremiação liderada por Gilberto Freyre, intelectual amplamente laureado por contribuições excepcionais à cultura humana, entre as quais se destacam o Prêmio Aspen e o prêmio italiano La Madonnina, além de inúmeras outras distinções. José Gonçalves Pires de Medeiros nasceu em Acari, em 18 de dezembro de 1919, e integrou a comitiva do governador Dix-Sept Rosado, vitimada pelo trágico aci...

SÍLVIO JOSÉ DE MEDEIROS GALVÃO

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    é filho de Antônio Ladislau de Araújo Galvão, irmão da avó paterna do genealogista José Bezerra de Araújo, e de Dona Perpétua Medeiros, irmã do sertanista e fazendeiro Antônio de Medeiros Costa (1918–2006). É neto de Maria Theodora de Jesus (1848–1889) e do Tenente Thomaz Lopes de Araújo Galvão (1845–1890), bem como bisneto do Coronel Cipriano Lopes Galvão (1807–1862).  Em razão dessa prosápia, identifica-se como parente de Tomaz Francês, Manoel Cananéa e Xandinho. Pela cognação , é neto de Silvino da Costa Medeiros e de Auta Aurora de Medeiros, sendo primo de Antônio de Medeiros Costa, conhecido como Toinho Medeiros. Sílvio é irmão de Socorro Galvão da Costa, autora do livro Toinho Lopes (Uma Grande Figura) , obra de referência e leitura considerada indispensável para os seridoenses interessados na história regional.  É esposo de Maria José de Araújo Galvão e pai de Sílvia Priscila de Araújo Galvão, Antônio Eduardo de Araújo Galvão e Ana Paula Araújo Galvão. Es...

MANOEL PAULINO DOS SANTOS FILHO

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    No mesmo horizonte de memória e legado público, inscreve-se a figura de Seu Manoel Paulino, cuja trajetória política e humana marcou profundamente Jardim do Seridó. Nascido em 29 de novembro de 1918, filho de Manoel Paulino dos Santos e Luzia Leopoldina dos Santos, casou-se com  Olânia Caldas de Amorim Santos  em 1942, com quem constituiu numerosa família.  Sua vida pública foi dedicada ao serviço da coletividade, exercendo por quatro mandatos o cargo de prefeito de Jardim do Seridó, em períodos distintos, o que o consagrou como uma das mais longevas e respeitadas lideranças políticas da região. Sua atuação administrativa pautou-se por um sentido prático de justiça social,  pro bono publico , traduzido em obras estruturantes e políticas inovadoras. Sob sua liderança, implantaram-se serviços essenciais como energia elétrica, telefonia, abastecimento de água, equipamentos públicos, açudes, estradas, campo de pouso e unidades educacionais, além de projetos...