Das narrativas de Edmilson Batista de Araújo, um sertanejo potiguar de 72 anos, e sua filha, a professora Sulamita, observamos um m omento crucial de transição cultural no nosso sertão. A análise de seus depoimentos revela um profundo contraste entre o paradigma de vida definido pelo trabalho braçal, que moldou as gerações passadas, e a ascensão da educação como o caminho irrevogável para o futuro. Figura central do relato, Edmilson Batista emerge como um bom observador da tradição rural, cuja trajetória é um testemunho de resiliência, trabalho árduo e valores morais sólidos. Com 72 anos, ele se define por suas atividades tradicionais, "roceiro", "vaqueiro" e "criador" e, pelas práticas ancestrais, como a festa da moagem e a produção de rapadura e farinha. Ao descrever a evolução da farinhada, contrastando o método antigo, que dependia da força humana ("dois homens que ...