VIVALDO SILVINO DA COSTA
nascido aos primeiro de novembro de 1939 na Fazenda Várzea Comprida, em Algodão, Caicó, consolidou-se como uma das figuras mais carismáticas e resilientes da vida pública potiguar.
Após iniciar seus estudos em São José do Seridó e Caicó, concluiu o ensino secundário no Ateneu Norte-Rio-Grandense, graduando-se posteriormente em Medicina, com especialização em Pediatria, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Sua vocação para a liderança manifestou-se precocemente no movimento estudantil, onde presidiu seu órgão de classe, transpondo esse espírito de serviço para a prática médica, que exerceu como um verdadeiro sacerdócio na condição de diretor-presidente do Hospital do Seridó.
Reconhecido por sua dedicação à comunidade, foi convocado pelo senador Dinarte de Medeiros Mariz para integrar seu projeto político, tornando-se o herdeiro doutrinário de suas bandeiras e o principal coordenador político da região do Seridó.
Eleito por quatro legislaturas como deputado estadual, Vivaldo demonstrou notável habilidade parlamentar, alternando-se entre a liderança do governo, da oposição e a composição da mesa diretora da Assembleia Legislativa.
Dotado da rara virtude de saber combater para vencer e defender-se para governar, exerceu a chefia do Poder Executivo Estadual por nove meses, período em que implementou metas estruturantes: equilibrou as finanças públicas, elevou o piso salarial dos servidores, aparelhou a rede de saúde e executou obras de vulto, como a rodovia da Palma e a construção da barragem Passagem das Traíras, obra de finalidades diversas essencial para o combate à seca e fomento à irrigação.
Sua herança política remonta diretamente ao seu avô, o major Pretinho de Frade, mantendo viva uma tradição que atravessou as eras do Império e da República. Esta corrente, que se assenta nas raízes dos partidos Luzia e Liberal, sobreviveu à extinção do Partido Republicano Federal pela Revolução de 30 e reconfigurou-se na UDN com a redemocratização de 1945, culminando na Arena Vermelha após 1964.
Conhecido pela alcunha política de Papa-Jerimum, ou simplesmente Papa, Vivaldo é o guardião de uma hegemonia que, desde o início do século XX, experimentou raros reveses, como a derrota municipal de 1963, ainda assim mitigada pela eleição de seu sobrinho Ridalvo Costa como vice-prefeito.
Líder nato e realista, Vivaldo Costa coroou sua trajetória de décadas ao eleger-se prefeito de sua terra natal, a antiga Vila do Príncipe, em 1996, reafirmando que a saída espontânea da vida pública não condiz com sua natureza combativa.
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