ANTÔNIO DE MEDEIROS FILHO
nasceu no município de Acari e é o filho caçula do sertanista e memorialista Antônio Medeiros Costa (1918–2006) e de Josefa Cunha de Medeiros. É neto de Silvino da Costa Medeiros e de Auta Aurora de Araújo, bem como bisneto, por um ramo, de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa Faria de Medeiros e, por outro, de Antônio Honorato de Araújo e de Cândida das Mercês de Araújo.
Seu tio Hermes Medeiros da Costa, a exemplo do pai, também se destacou como memorialista e foi esposo de Josefa Aura de Medeiros, natural do sítio Vaca Brava, em Acari. Conforme registra, no ano de 1935 a família passou a residir no sítio Cardeiro, propriedade de Silvino Balá. Segundo o escritor Joselito Jesus de Araújo, apenas Félix, o irmão mais velho, não participou dessa mudança, por encontrar-se à época no Sudeste do país, a serviço das Forças Armadas.
No ano seguinte, em 1936, o pai de Antônio de Medeiros Filho passou a trabalhar como cevador de algodão no descaroçador do Cardeiro, substituindo Sebastião Bezerra de Araújo (1902–1989), cuja alma foi encomendada por dona Genésia e outras beatas, em cerimônia marcada por rezas e pela colocação de uma vela em suas mãos. Em 1937, a família transferiu-se para a Fazenda Pinturas, outra propriedade pertencente a Silvino Balá. A partir desse período, seu pai prosperou como vaqueiro e criador, adquiriu terras e fazendas e deixou, ainda em vida, expressiva herança aos descendentes. Antes de falecer, construiu novo patrimônio, ampliando o legado material transmitido à família.
Antônio de Medeiros Filho, conhecido como Toinho Medeiros, é técnico em Agropecuária e dedicado defensor da cultura sertanista. Integra a Associação Sertão Raiz Seridó e, seguindo a tradição familiar herdada do pai e do tio, dedica-se à preservação da memória regional, narrando contos e causos antigos das cercanias em que vive. No campo literário, é autor de textos que evocam a vida e as agruras do sertão, entre os quais se destacam “Entre aboios e tradições: a luta do vaqueiro sertanejo”, “Sebastião e Neco: a captura do valente”, “Crônica de sobrevivência: a épica retirada de animais no sertão em meio à grande seca de 1942” e “Três novilhotas e uma serra: a perda de gado no inverno de 1944”, contribuições que reforçam seu compromisso com a valorização da memória, da identidade e da cultura do Seridó.
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