MANOEL PAULINO DOS SANTOS FILHO

 


 No mesmo horizonte de memória e legado público, inscreve-se a figura de Seu Manoel Paulino, cuja trajetória política e humana marcou profundamente Jardim do Seridó. Nascido em 29 de novembro de 1918, filho de Manoel Paulino dos Santos e Luzia Leopoldina dos Santos, casou-se com Olânia Caldas de Amorim Santos em 1942, com quem constituiu numerosa família. 

Sua vida pública foi dedicada ao serviço da coletividade, exercendo por quatro mandatos o cargo de prefeito de Jardim do Seridó, em períodos distintos, o que o consagrou como uma das mais longevas e respeitadas lideranças políticas da região.

Sua atuação administrativa pautou-se por um sentido prático de justiça social, pro bono publico, traduzido em obras estruturantes e políticas inovadoras. Sob sua liderança, implantaram-se serviços essenciais como energia elétrica, telefonia, abastecimento de água, equipamentos públicos, açudes, estradas, campo de pouso e unidades educacionais, além de projetos habitacionais que beneficiaram centenas de famílias. 

Foi ainda pioneiro, em 1946, ao instituir a doação de bolsas de estudo, gesto raro à época e revelador de sua convicção de que a educação constitui o mais duradouro investimento social.

Mesmo após afastar-se da vida administrativa, Manoel Paulino permaneceu como referência moral e intelectual, homem afeito à leitura, atento aos acontecimentos do mundo e profundamente ligado à família e à terra natal. 

Seu falecimento, em 12 de março de 2022, aos 91 anos, suscitou manifestações amplas de pesar, inclusive por parte do TRE, e deu ensejo a homenagens que culminaram na inauguração de um busto em praça pública que leva seu nome, gesto simbólico que cristaliza, in aeternum, o reconhecimento coletivo por sua contribuição à história local.

Portanto, Manoel Paulino dos Santos Filho representa uma expressão complementar da experiência seridoense, como paradigma da liderança política comprometida com o bem comum. 

Sua trajetória, converge no conteúdo ético, compondo um legado que ilumina a história de Jardim do Seridó e reafirma a permanência da memória como fundamento da identidade regional.

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