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Mostrando postagens de 2025

FERNANDO ANTÔNIO BEZERRA GALVÃO

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            guarda na memória um vasto e minucioso repertório de informações genealógicas que ultrapassa, em muito, os ramos das famílias Dantas, Medeiros, Pires, Galvão, Lopes e tantas outras que estruturam a formação histórica do Seridó. Entre todos esses troncos, dedica especial atenção à linhagem dos Bezerra do Seridó, cuja consolidação regional remonta ao casamento, celebrado em 1794, entre Cipriano Lopes Galvão Júnior e Teresa Maria José, filha de José Bezerra de Menezes, homem oriundo do Riacho do Sangue, no Ceará, que se estabeleceu em Santa Cruz, na Fazenda Jacaracica.       Teresa Maria José foi a primeira representante desse ramo dos Bezerra nascida em solo potiguar, e desse casal descende Fernando, assim como a quase totalidade da família Bezerra que se espalhou pelo Seridó ao longo dos séculos. Cipriano e Teresa figuram, ainda, como avós de personagens marcantes da história regional, entre eles o coronel Silvino Bezerra...

FRANCISCO AUGUSTO DANTAS

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  Em toda cultura, emergem figuras que, à margem dos grandes centros de poder e saber, encarnam silenciosamente os princípios mais sofisticados de seu tempo. São os inovadores ocultos, cuja práxis se desenrola não nas salas de reunião do Vale do Silício, mas nas frestas do cotidiano. Francisco Augusto Dantas, o "Titico taxista” que há um quarto de século percorre a rota entre Acari e Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte, personifica este arquétipo. Sua jornada transcende a crônica de um ofício para se revelar um denso estudo de caso sobre como a premência existencial pode se converter no mais potente catalisador para a inovação, para a construção de um capital simbólico e para a formulação de uma coerente filosofia de vida. Ele logrou transmutar um serviço tradicional e comoditizado em um laboratório de gestão, onde cada passageiro se tornava um dado e cada encomenda, uma variável a ser otimizada. Este ensaio propõe-se, pois, a analisar de que modo, em um cená...

ULISSES BEZERRA POTIGUAR (1926-2009)

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  A trajetória de Ulisses Bezerra Potiguar inscreve-se de modo definitivo na história política e administrativa do Rio Grande do Norte, especialmente na região do Seridó, onde construiu uma vida pública marcada pelo compromisso com o desenvolvimento regional, pela ética no exercício das funções públicas e por uma profunda sensibilidade social.  Nascido em Parelhas, no dia 16 de janeiro de 1926, filho de Arnaldo Bezerra de Albuquerque e de Nair Bezerra, Ulisses Potiguar desde cedo demonstrou forte vínculo com sua terra natal, característica que se tornaria um dos traços mais evidentes de sua atuação profissional e política ao longo de mais de cinco décadas de serviço público. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 1951, retornou ao Seridó decidido a exercer a profissão com espírito humanitário. Em Parelhas, tornou-se amplamente conhecido pela dedicação aos mais humildes, atendendo gratuitamente grande parte da população carente, o que lhe rendeu o reconh...

AGOSTINHO FELICIANO DANTAS

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  A trajetória do padrasto de Wellignton Medeiros, amplamente conhecido como Agostinho da Telern , configura-se como um exemplo expressivo de mobilidade social, dedicação profissional e compromisso comunitário no contexto histórico de Currais Novos.  Sua história de vida, conforme revelada em entrevista, inicia-se em um ambiente de extrema simplicidade material, marcado pelo trabalho precoce e pelo forte senso de responsabilidade familiar, e evolui para uma carreira dinâmica, pautada pela competência técnica, pela capacidade de adaptação às transformações tecnológicas e por valores humanos que lhe asseguraram amplo reconhecimento social. Nascido no bairro Paizinho Maria, Agostinho cresceu em uma família de poucos recursos, na qual o pai exercia o ofício de tropeiro e a mãe trabalhava como lavadeira de roupas. Desde a infância, foi compelido a contribuir para o sustento doméstico, ajudando o pai na distribuição de água pelas residências e auxiliando a mãe no transporte de água ...

IDAMECIR CORTEZ

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É o retrato de uma personalidade singular na história social, esportiva e profissional de Currais Novos, cuja trajetória se constrói a partir de variadas experiências que articulam o futebol profissional, a mineração em contextos internacionais de alto risco, a política local e a comunicação radiofônica.  A pesquisa sobre ele revela um percurso marcado por conquistas, rupturas, episódios extremos de sobrevivência e um permanente compromisso com a cidade de origem, evidenciando uma visão crítica sobre as transformações do esporte e da sociedade ao longo das últimas décadas. A carreira de Idamecir Cortez no futebol constitui um dos eixos centrais de sua história. Iniciado no Ajax, tradicional equipe de Currais Novos, destacou-se ainda jovem, o que o levou a Natal, onde participou de uma rigorosa seleção promovida pelo América Futebol Clube, reunindo quase mil atletas.  Apenas dois jogadores foram aprovados, entre eles Cortez, que passou a integrar o elenco do clube como centroav...

ANTÔNIO MACEDO DA SILVA (n. 1952)

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  Nesta s íntese e análise apresentamos, de forma sensível e documental, a trajetória do sanfoneiro, residente em Currais Novos há cerca de quatro décadas, cuja vida é marcada por uma profunda transformação profissional e existencial.  Consideramos o seu próprio depoimento, no qual se delineia a passagem de um trabalho árduo e arriscado na mineração para uma dedicação integral à música, elemento que se tornaria não apenas meio de subsistência, mas também expressão identitária, cultural e afetiva.  Durante onze anos, Macedo atuou no subsolo das minas da região, exercendo atividades de elevado risco físico, em um contexto em que a mineração despontava como importante alternativa econômica local.  Essa etapa de sua vida foi abruptamente interrompida por um episódio traumático, consistente em um desabamento de grandes proporções ocorreu exatamente no local onde ele havia trabalhado instantes antes, produzindo forte impacto emocional e levando-o a abandonar imediatamente...

JOSÉ PIRES SEGUNDO (1940-2025)

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    José Pires Segundo, conhecido como Zé Pires, destaca-se como um verdadeiro guardião das informações sobre a família Pires e os demais membros da comunidade.  Valendo-se da tradição oral, instrumento essencial para a transmissão de conhecimentos e cultura entre gerações, ele preservava viva a história de seus antepassados. No âmbito familiar, José Pires uniu-se em matrimônio a Ana Maria. Desta aliança, formou-se a sua descendência composta pelos filhos Janaína, Joanna Eleonora e Harrinson. Zé Pires era o filho caçula de Enéas Pires Galvão, nascido em Acari/RN em 1879 e falecido na mesma cidade em 1961, e de Joana Leopoldina Pereira de Araújo (1903–1963).  Seu pai foi uma figura de relevo na região: topógrafo e fazendeiro que exerceu o cargo de Intendente, ocasião em que inaugurou o sacro Monte do Galo, em Carnaúba dos Dantas, e atuou como deputado estadual na legislatura de 1925 a 1928.  Enéas contraiu matrimônio duas vezes, deixando vasta descendência. Entre...

GUTEMBERG PEREIRA DE BRITO (1903–1998)

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   nasceu na Fazenda Ping’Água, no município de Acari, no Seridó potiguar, em 27 de setembro de 1903, inserido no seio de duas linhagens familiares de sólida projeção histórica e social na região.  Era filho de Napoleão Antão Pereira de Brito (1882–1950) e de Anunciada Cândida de Albuquerque (1884–1941). Pelo ramo paterno, era neto de José Sancho de Araújo (1858–1920) e de Maria Euzebia de Assumpção Brito (1864–1889); pelo ramo materno, descendia de Bernardino Pires de Albuquerque Galvão (1830–1901) e de Isabel Cândida da Conceição (1845–1925), vínculos que o conectavam a famílias tradicionalmente influentes no contexto econômico, político e cultural do Seridó. Ele viveu e participou das atividades rurais auxiliando os pais na administração da propriedade familiar. Nesse ambiente, formou o caráter marcado pela convivência com o trabalho, pela proximidade com a vida seridoense e pelo senso de responsabilidade que mais tarde o acompanharia na vida pública.  Teve como i...

CECÍLIA ISAURA SOUTO (n. 1923)

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         Nascida em Cuité, Paraíba, a 8 de janeiro de 1923, Cecília Isaura Souto trazia no nome o legado de seus pais, Aniceto da Costa Pereira e Ana Isaura de Brito.      O ano de 1938 marcou a sua juventude, quando, aos dezesseis anos, uniu o seu destino ao do saudoso Alcides Clementino Souto. A bênção nupcial foi concedida na antiga Igreja de Nossa Senhora das Mercês, numa cerimónia solene celebrada pelo Padre Luis Santiago.      Dessa união floresceu uma prole de cinco filhos: Jairo Souto, também de saudosa memória; Jório Souto, radicado em Brasília (DF); Benjamim James Souto, estabelecido em João Pessoa (PB); Ana Cristina Souto, em Salvador (BA); e Jorisete Souto, que permaneceu na terra natal, Cuité. O lar do casal expandiu-se ainda para acolher Josina de Souza Alves. Chegada aos onze anos de idade à casa de sua prima Cecília, Josina foi recebida como uma filha adotiva, completando a família.      Contando 35 an...