RENO MOREIRA SALUSTINO (1940/2019)
A Herança de Reno Moreira Salustino e o Legado da Mina Brejuí
Reno Moreira Salustino (1940-2019), filho de Dr. Sílvio Bezerra de Melo e Débora Moreira de Abreu, e neto do Desembargador Tomaz Salustino, teve uma vida marcada pela engenharia e pela administração. Casado com Yara Salustino, foi pai de Sílvio Bezerra Neto e Renato Salustino.
O pai de Reno, o Dr. Sílvio Bezerra de Melo, é lembrado como um grande benfeitor dos municípios de Currais Novos, Lagoa Nova e Cruzeta. Ele foi o responsável por importantes obras que transformaram a região, como o Aeroclube, o Tungstênio Hotel, o Banco do Brasil e a implantação de um plano urbanístico, além de escolas, o mercado público e o fornecimento de energia.
Reno, por sua vez, administrou a Mina Brejuí, um dos maiores ativos minerais do Brasil. A empresa, que por mais de 50 anos foi um motor de desenvolvimento humano e social no Seridó, está localizada em Currais Novos, uma região de clima semiárido. A Mina Brejuí, considerada a maior mina de scheelita da América do Sul, iniciou suas atividades em 1943, ano em que o minério foi descoberto na região. Em 1954, o Desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo a transformou na empresa Mineração Tomaz Salustino S/A.
A mineração de Currais Novos atingiu seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, fornecendo toneladas de minérios para a indústria do aço. Esse período de prosperidade resultou em um grande progresso para a sociedade, com a construção de infraestrutura como o Tungstênio Hotel, um cinema, um posto de puericultura, uma rádio, um estádio de futebol e colégios.
Contudo, a partir dos anos 80, a mineração começou a declinar devido à variação dos preços internacionais da scheelita e à busca por outros minérios. A Mina Brejuí, então, reduziu suas operações e passou a buscar novas alternativas econômicas.
Atualmente, a mineração em Currais Novos está em processo de retomada. Mais de 300 empregos já foram gerados, e a Mina Brejuí, além de reativar suas atividades, se transformou no maior parque temático do Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, mais de 20 mil turistas e estudantes do Brasil e do exterior a visitaram, tornando-a um importante polo de turismo.
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