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Mostrando postagens de junho, 2026

PADRE TÉRCIO

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  Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo (conhecido como Padre Tércio) foi uma das figuras religiosas e educacionais mais importantes do Rio Grande do Norte. Ele faleceu em 9 de janeiro de 2021, aos 85 anos,  em Natal . Nascido em Currais Novos, em 12 de outubro de 1935, Ausônio Tércio de Araújo teve sua vida e obra profundamente entrelaçadas com a história de Caicó, cidade que o acolheu e lhe conferiu o título de Cidadão Caicoense em 1968, por iniciativa do então prefeito Inácio Bezerra. Filho de Ausônio Araújo, agente fiscal da prefeitura local, e de Maria Dalila Gomes, ele foi batizado na Matriz de Sant'Ana de Currais Novos, em 16 de novembro de 1935.  Ao longo de sua vida, o Padre Tércio, que se tornaria Monsenhor, fez questão de se apresentar como professor, uma vocação que o acompanhou em todas as suas atividades. Sua formação foi vasta e rigorosa, obtendo mestrado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Além de sua erudição, valorizava...

FAMÍLIA SANTOS

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  A memória de uma família não se sustenta apenas em datas anotadas ou nomes inscritos em velhos papéis. Ela vive nas lembranças transmitidas de geração em geração, nos relatos guardados à sombra dos alpendres, nas histórias contadas ao redor da mesa e nos rastros deixados por aqueles que ajudaram a construir um destino comum.  Assim se insere a trajetória de Olavo Juvêncio dos Santos (1938-2026), cuja vida atravessou quase nove décadas e se confundiu com a própria história de sua gente.  Olavo era de Cruzeta, filho daquelas terras secas e firmes do Seridó. Suas raízes estavam fincadas no sítio Planalto, do compadre Ajácio Góes, e no Soin, lá na comunidade das Marias Pretas, lugar onde ele e o irmão Salustre Juvêncio dos Santos criavam gado juntos, dividindo o trabalho e a sorte.  Olavo Viveu oitenta e oito anos, tempo bastante para testemunhar mudanças, conservar lembranças e servir de elo entre os mais antigos e os mais novos. Enquanto viveu, carregou consigo as me...

CHICO DE MANOL VERMELHO

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  Francisco das Chagas Silva, que todo mundo conhecia por Chico de Manoel Vermelho, veio ao mundo em 1958, e foi criado no sítio Saco dos Pereira, vizinho à Fazenda Pinturas, lá em Acari, no Sertão do Seridó. Era filho de Manoel Pereira da Silva, o Manoel Vermelho, nascido em 1931 e falecido em 2017, e de Josefa Etelvina da Silva, que viveu de 1929 a 1988 e que todos chamavam com carinho de Tia Zefinha. Pelo ramo paterno, descendia de Agostinho Cassiano Pereira de Araújo (1896–1984) e de Ana Maria de Santana. Pela veia materna, era ligado à antiga família do Sargento-Mor Manuel Esteves de Andrade, personagem lendário da tradição seridoense, a quem se atribui o célebre episódio em que enfrentou uma investida dos chamados “caboclos brabos”, nas proximidades da Pindágua, fato que, segundo a memória popular, teria motivado a construção da capela de Nossa Senhora Daguia que é a  atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Acari. E quando se contempla a antiga Igreja não se avista a...