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MARIA DE LOURDES SILVA

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  A compreensão da identidade do Seridó potiguar exige um olhar analítico capaz de transitar entre a longa duração das heranças coloniais e a densidade dos relatos individuais.  Nesse horizonte, Timbaúba dos Batistas emerge como um microcosmo privilegiado para o estudo etnográfico. Ao eleger Maria de Lourdes Silva como informante primária, acessa-se uma verdadeira “memória viva”, cuja narração funciona como fio condutor de um contexto cultural complexa.  Seu testemunho ultrapassa a esfera da crônica familiar e estabelece uma ponte simbólica entre o domínio neerlandês do século XVII e a ascensão social e intelectual do sertanejo no século XX. A micro-história feita de cotidiano, artesania e conquistas pessoais humaniza e valida as macroestruturas históricas que moldaram o Rio Grande do Norte. A própria etimologia do município reforça essa fundação telúrica. “Timbaúba” deriva do termo indígena  Timbó-iba , a “árvore de espuma”, cujos frutos forneciam uma saponácea natu...